O que a Levi´s tem a ver com Bikes? Hoje me deparei com este site – O MANIFESTO OREGON – que desafia designers a criarem uma nova proposta de bicicleta que lide melhor com os desafios de nossa epoca. Até então, nada demais. O que meu chamou a atenção foi a marca da Levi´s no canto superior direito do site. De cara nao consigo imaginar nada mais anti-bike que um um jeans, rs, mas este estranhamento logo passa ao ler a explicação para tal interesse da Marca em apoiar o movimento.
Primeiro ela evoca seu passado: “The Levi’s® brand has long outfitted the pioneers, workers and craftsmen that built America.”
E faz um link com o presente “… ongoing commitment to purposeful design and modern innovation, connects 150 years of denim heritage to the talents and skills of the Oregon Manifest bike builders. ”
Levi´s e bikes unidas por um unico elo: PROBLEM-SOLVING (ou seja: DESIGN)
Não é um exemplo perfeito da Era do Conceito, de que fala Dan Pink?
Vejam que belo texto:
Two wheels, some tubes, a chain… Levi’s® believes that good design can change the world.
A well-built bicycle represents balance in motion; simple construction that solves multiple problems really well. Bicycles are not exactly new, but they are our future. And like all thoughtfully crafted objects—like a good pair of jeans—a well-built bicycle is so much more than a simple tool.
Leviʼs® has always been committed to purposeful design and quality construction. We are proud to support the Oregon Manifest craftsmen and celebrate their dedication to the same, simple values. We know that utility is a virtue. If you’re not solving problems, you’re complicating things. So, for over 150 years, Levi’s® has been dedicated to finding solutions in denim. Now, we applaud these builders who accomplish the same with carbon, steel and titanium.
Este é um exercício que exploro nos meus workshops e aulas: a associação de brands em torno de conceitos. Além de divertido gera discussões profundas sobre o mindset da empresa. Quando uma empresa passa a entender o papel do Branding abre-se um leque infinito de possibilidades para a inovação, nao somente em produtos (Nike + Apple = Nike +), mas muito mais, a inovação no sentido, a inovação conceitual. Quando eu era estudante de design, tivemos de pensar que possivel produto surgiria da união entre SWATCH e ABSOLUT. Como era um curso de design grafico, o resultado foi um mostrador de relogio onde o ponteiro de horas seria a garrafa, os minutos seria o copo e os segundos seria o cubo de gelo. A graça seria esperar pela configuracao exata qdo os tres elementos estariam em perfeita posicao
Agora, levo para meus alunos e clientes, o desafio de pensar modelos e oportunidades de negócios a partir da associação de marcas.
Isto força as empresas a quebrarem seus dogmas e abre a mente para possibilidades interessantes, afinal, na Era do Conceito, o único limite para as marcas é a perda da autencidade. Não é?





Sempre fui um admirador da marca, principalmente pelos conceitos e tendências antecipadas. A levis possui uma linha de jeans (Commuter) com foco e conforto para ciclistas urbanos. O diferencial da calça é o tecido strech com estrutura reforçada, que garante maior mobilidade e menor desgaste durante a pedalada, além de ser muito resistente a água (quase impermeável).
um link promocional deste conceito: http://www.youtube.com/watch?v=hmhiWaOgLUA&feature=player_embedded
Nao sabia, Vinicius! Muito interessante.
Mesmo assim, a questao é maior que o produto. É conceito mesmo.
O que mais me admira é a oportunidade que a industria automotiva perdeu
Alias, por que ela mesmo nao teve a iniciativa?
Mobilidade ou carros – ql o negocio da industria automotiva?
A questão é que temos jeans demais, bicicletas demais, carros demais e todos os outros produtos demais. Isso gera um status de caos tão profundo que faz com que conceitos sejam pensados quando todo esse arsenal já está na prateleira. Nesse momento qual membro da equipe de “inovação” se importa com conceito? A única coisa a comunicar é se o carro tem conforto, segurança ou se a calça é macia, blá, blá, blá.
O legal é que estamos em um novo processo, uma nova forma de pensar, uma quebra de ortodoxia acontecendo toda hora. Por isso as oportunidades são infinitas!
Quer ver um projeto legal sobre as novas cabeças (ou a luz no fim do túnel) da era conceitual?
http://www.changemakers.com/pt-br/empatia/competicao
OBS.: Virei seguidor do Dan Pink (como não conhecia essa figura antes?).