Conceito de ‘Design Thinking’ tenta entender os desejos dos consumidores. Empresas mergulham no mundo dos usuários dos seus produtos para que estes tenham mais chances de serem aceitos. Vídeo
O programa foi focado no DT aplicado a Serviços. Eu nao conhecia esta empresa MJV. Se houver algum leitor do blog que trabalha ou já foi cliente desta empresa, gostaríamos de ouvir sobre sua experiência
Quanto ao Curso da ESPM, alguem aqui ja fez ou está fazendo? No fim do mes, estarei no Curso de Design de Serviços. (DS). Ja dei algumas palestras sobre DS para empresas da Fiat SPA e Fiat Industrial e houve muito interesse de algumas delas. Agora preciso de parceiros para atender a demanda que eu criei
. Também alunos começam a fazer os TCCs nesta area, e isto éh ótimo. O campo de trabalho em DS é muito grande e promissor. Não podemos esquecer que a Copa e as Olimpíadas estão aí para catalisar tudo. Dizem que sorte eh quanto a oportunidade encontra uma mente preparada, então, façamos a nossa parte.



Oi Denise,
Fui aluno da fumec de produtos, formei este semestre, há tempos atrás tentei entrar em contato com você, mas as informações perderam-se no espaço.
Ano passado no p&d tive a oportunidade de participar do workshop de INOVAÇÃO ESTRATÉGICA FOCADA NO USUÁRIO com a Izabel e a Helena MJV. Realmente foi inovação, abordaram o design de uma forma nova, olhando como um aluno, e também como profissional da área. O workshop durou uma manhã, pouco tempo para muito conteúdo e dinâmica.
As duas coordenadoras são pessoas extremamente inovadoras e com olhares focados no usuário e principalmente no entorno do projeto. Já tinha lido algumas das principais obras do DT, e aquela experiência serviu-me para ver um novo design, nunca antes ensinado na sala de aula. Desde o método, problemática, apresentação da idéia, até a prototipação.
Se precisar de algo mais, nos falamos.
Oi, Filipe
Então a grande novidade foi a abordagem do Design Centrado no Usuário?
Os alunos de Design de Produto ainda não tem contado com o DCU na graduação?
Denise em 2009 antes de entrar na insitum tive uma passagem rápida e infeliz pela MJV.
Eu já sabia que o departamento de inovação é só um departamento dentro de uma empresa que nasceu e cresceu como TI, ou seja, a cultura da empresa ainda carrega muito mais características de TI do que de inovação/design research/design thinking.
Tenho vários amigos lá (sem demagogia, de sair e beber cerveja juntos) e inclusive indico pessoas para vagas de lá, mas sempre alerto para este problema de se tentarem se mostrar muito mais inovadores do que o próprio DNA deles permite.
PS:. Pessoal da MJV, se houver algum problema vcs tem meu telefone
Denise,
o curso da ESPM é com o Tenny, é uma visão mais a fundo do que o workshop que ele da no estudio… nunca ouvi falar dessa MJV foi uma surpresa pra mim tambem….
Denise,
Sou Mestre em Design Estratégico pelo Politecnico di Milano e trabalho com Design Thinking há quase 10 anos. Leciono na graduação em Design da PUC-Rio e na pós graduação do SENAI SETIQ de Design Estratégico. Ano passado entrei na equipe da MJV para contribuir no desenvolvimento de projetos de inovação. A empresa nasceu em TI, mas o departamento de inovação é uma iniciativa que atua de forma independente dos outros setores.
Mesmo sendo recente, já foi agraciada com um financiamento da FINEP e já desenvolveu diversos projetos com clientes importantes.
Afirmo que o processo metodológico se assemelha com diversas outras empresas de design thinking mundiais como a Design Continuum -na qual tive oportunidade de trabalhar – com o diferencial de haver desenvolvido um profundo conhecimento sobre a emergente classe C brasileira.
A equipe da MJV é multidisciplinar e está situada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Estou à disposição para qualquer esclarecimento sobre o programa ou sobre a empresa.
Atenciosamente,
Eduardo Pucu
Obrigada, Eduardo.
Na sua opiniao, quais sao os maiores desafios dos consultores em DT no Brasil? E o que vc acha de termos um braco do DMI por aqui?
Denise e Eduardo, para esclarecer pois meu comentário pode ser mal interpretado. Como disse conheço a equipe de inovação da MJV (já trabalhei ao lado da Isabel que aparece na reportagem, por exemplo) mas qualquer um que entende um pouco sobre estratégia e gestão sabe o peso que uma cultura empresarial ou de setor tem sobre a forma com que a organização toma decisões (seja a nível estratégico ou tático), nesse sentido a MJV tem sim um DNA de TI, não se pode esconder o DNA paterno, não é verdade?
Mas eu acho muito legal que DT esteja na boca do povo, que seja melhor compreendido e que da mesma forma que qualidade, segurança e outros conceitos se tornaram corriqueiros essa nossa forma de abordar problemas e soluções complexas tome parte do dia-a-dia das organizações. Como já defendi em várias situações, quanto menos mistificado for o Design Thinking, melhor.
Denise,
Na minha opinião o principal desafio é a formação profissional, ainda prematura no Brasil. São poucos que possuem qualificação, e menos ainda os que possuem experiência em projetos de DT.
Um braço do DMI no Brasil pode ser muito interessante, principalmente contribuindo nessa formação, afinal o mercado é muito promissor. Empresas de DT de outros países estão presentes por aqui, mas não possuem um conhecimento cultural de Brasil, o que pode ser uma grande oportunidade para nós. Na MJV, desenvolvemos muitas pesquisas com a classe C emergente no Brasil, e posso afirmar que é um diferencial da nossa consultoria: conhecemos o Brasil como poucos.
O Eduardo tem razão, é muito complicado para empresas de fora atuar no Brasil sem conhecer as características locais, seja legislativa (coisa que um advogado resolve muito bem) seja a cultura, ou mais precisamente, as várias culturas que existem por todo o país.
Na verdade projetos de pesquisa/inovação focados em características regionais (e entenda região como podendo ser toda a massa continental que representa o Brasil) são inerentes a atividade de DT pois sempre estamos ligados a cultura através da pesquisa muitas vezes chamada de etnográfica, mas que na minha opinião é antes de mais nada um exercício de empatia, se colocar no lugar do usuário e co-criar partindo do seu ponto-de-vista e mindset.
É realmente importante conhecer o Brasil, mais do que nunca para algumas das maiores empresas do mundo que em tempos de economia enfraquecida veem no BR a possibilidade não apenas de dar continuidade a atividades mas também crescer como hoje é impossível crescer em outros mercados.
Posso confirmar o que o Eduardo fala pois só no ano passado trabalhei em projetos para intel e microsoft exatamente nessa linha.
“Nunca antes na história desse país” fomos tão bola da vez, DT pode ser uma das ferramentas para ajudar a aproveitar ainda mais esse processo.
Denise, acho que um DMI aqui pode até ser relevante mas discordo que tenha uma missão estilo CREA/OAB, de certificar ou estar demasiadamente ligado ao “ensino de Design Thinking” primeiro por que ensino de design já existe, apesar de deficitário e não abranger as áreas de pesquisa que DT abrange ele fornece o tal “Design Thinking”, o que falta é estimulo e coragem das escolas em aplicar os métodos de design em outras áreas além das clássicas produto/gráfico/moda, obviamente serviços estão entre as principais.
Resumindo, acho que como orgão de fomento, tando junto a empresas quanto poder público e instituições de ensino, pode ser de grande utilidade, como formador de profissionais não faz muito sentido pela própria natureza multidisciplinar na área, a grosso modo, para a inovação ao estilo DT é mais interessante ter um psicólogo, um sociólogo, um dentista e, quem sabe, um designer do que 4 especialistas em DT que acabam pensando igual e oferecendo soluções menos inovadoras.
Oi, Fernando! Oi, pessoas!
Eu nao acho que o papel do DMI ou outra organização como esta seja a formaçao, mas a validacao da area e a oportunidade que se cria para pessoas afins se posiconarem de forma mais coesa. “Especialista em DT”
eh uma expressao engracada. Nunca tinha visto. Especialista eh uma visao de mundo integralista?? Se for isso, 4 Design Thinkers fazem toda a diferenca.
Quando digo especialista me refiro a alguém que tenha feito uma pós ou algo assim em design estratégico, thinking ou de serviços, normalmente vindo de uma graduação em design.
Ola galera.
Eu sou Analista de RH responsável pela MJV São Paulo.
Estamos com uma demanda de projeto muito grande.
Estamos em busca de profissionais que trabalham com DESIGN THINKING.
Caso tenham interesse de mais detalhes, por favor, encaminhar um e-mail com os contatos e o currículo ou portfólio para rhsp@mjv.com.br