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	<title>Design Thinking / Design Estratégico [ Design, o verbo ] &#187; Design Estratégico</title>
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	<description>Denise Eler fala sobre Design Thinking, Sustentabilidade e Inovação</description>
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		<title>Entrevista a Fapemig</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 10:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Denise Eler]]></category>
		<category><![CDATA[Design Estratégico]]></category>
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		<category><![CDATA[INOVAÇÃO]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando falamos em inovação, você pensa em quê? Para muitos, esta palavra está ligada diretamente à tecnologia. A realidade é que o conceito é bem mais amplo do que temos conhecimento. Atualmente, existe o Design Thinking, ou seja, o design é tratado como modelo de gestão.
Denise Eler é percussora deste tipo de consultoria no Brasil. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><em>Quando falamos em inovação, você pensa em quê? Para muitos, esta palavra está ligada diretamente à tecnologia. A realidade é que o conceito é bem mais amplo do que temos conhecimento. Atualmente, existe o Design Thinking, ou seja, o design é tratado como modelo de gestão.</em></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="-webkit-tap-highlight-color: rgba(26, 26, 26, 0.292969); -webkit-composition-fill-color: rgba(175, 192, 227, 0.230469); -webkit-composition-frame-color: rgba(77, 128, 180, 0.230469);"><em>Denise Eler é percussora deste tipo de consultoria no Brasil. Em parceria com as empresas, ela cria projetos e programas para o desenvolvimento de competências pessoais relacionadas a criatividade e inovação. Denise é formada em Designer pela Estadual de Minas Gerais – UEMG, especialista em Gestão Estratégica da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e é mestre em Educação Tecnológica pelo CEFET/MG. Atualmente, é professora universitária e sócia da Driven – Design Intelligence, que faz consultoria para Inovação em produtos, serviços e negócios. Entre os seus clientes estão grandes indústrias do setor automobilístico, siderúrgica, além do Sebrae-MG.</em></span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><em>Pela sua aproximação com o mercado e trabalho e o mundo acadêmico, a convidamos para uma entrevista que nos revela que inovação e criatividade são elementos que deveriam fazer parte das nossas vidas em todas as fases.</em></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">1.     Você diz que inovação não é um bicho de sete cabeças, mas o que percebemos é que pessoas qualificadas e até mesmo empresas têm dificuldades em definir inovação. Afinal, o que é isso?</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">Inovação é o resultado de um processo criativo que culmina na geração de valor para um negócio.  O conceito de “valor” é variável. Em uma dada empresa pode ser conseguir mais clientes; em outra, clientes novos ou mesmo retenção dos clientes atuais. Não é necessariamente um artefato tecnológico. Pode ser um modo de pensar que gera um novo processo de fazer algo. Inovação está na moda porque o progresso tecnológico dos últimos séculos democratizou os processos de produção. Há muita oferta de produtos e pouca diferenciação. Além disso, esta oferta é global, gerando uma hipercompetitividade entre as empresas.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">2.     Quando se fala em inovação, nós pensamos logo na tecnológica. Mas você mostra que é mais do que isso. Quais são os tipos de inovação?</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">É possível inovar em qualquer área e em graus diferentes de impacto. Fala-se em inovação tecnológica como mais freqüência do que em inovação conceitual. Esta seria uma nova forma de pensar, que não, necessariamente, envolve a invenção de um novo artefato tecnológico.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">O Branding é um tipo de inovação conceitual que transforma completamente a forma de se gerir um negócio. O sistema “Just-in-time” da Toyota foi uma inovação nos processos produtivos, focada na obtenção de máxima qualidade dos produtos. A Google inovou na gestão de talentos permitindo que 20% do tempo de seus colaboradores trabalhem em projetos próprios. A “Fruto do Brasil” (antes Frutos do Cerrado) inovou ao explorar os sabores “exóticos” das frutas brasileiras em sorvetes e picolés. Inovações também podem ser incrementais (melhorar o que existe) ou disruptivas (criar ou transformar radicalmente um mercado). Nintendo Wii foi um produto disruptivo. Kinect foi incremental.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">3.     As pessoas em empresas ainda pensam “dentro da caixa”? O que está faltando para que boas ideias se transformem em ideias inovadoras?</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">Basicamente duas coisas. Primeiro, as pessoas precisam recuperar a fé na sua criatividade. Durante muito tempo, criatividade foi responsabilidade de designers, artistas, publicitários e crianças. Depois, deve-se entender que existe um processo que conduz a inovação. <a style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" href="http://fapemig.files.wordpress.com/2011/11/thinking_out_of_the_box.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-745" style="margin-top: 0.4em; display: inline; float: none; margin-right: 0px; margin-left: 0px; height: auto; max-width: 100%; width: auto; margin-bottom: 1.625em; border: 0px initial initial;" title="thinking_out_of_the_box" src="http://fapemig.files.wordpress.com/2011/11/thinking_out_of_the_box.jpg?w=584" alt="" /></a>Não é mágica. Parte-se de ideias para chegar a uma nova realidade. Isto exige tempo, riscos, e ousadia, metodologia, investimento. Ou seja, sem idéias não existe inovação, mas ideias são a ponta do iceberg. O processo de inovção é um processo de aprendizagem.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">4.     Google, Facebook e Apple são algumas das empresas que servem de exemplo em todo o mundo quando o assunto é inovação. De que forma outras instituições podem se espelhar no exemplo dessas?</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">Google, Facebook , Apple e Amazon são consideradas as 4 Fantásticas (Fab4) do mercado. O que elas tem em comum?  Conhecem profundamente seus clientes e não medem esforços para oferecer a experiência perfeita de consumo de seus serviços, mesmo que isto signifique investir em negócios que não são suas áreas core de expertise. Estas empresas não estão presas ao que faziam de melhor no passado: ferramenta de busca, rede social, computador pessoal e vender livros.  Mas para chegar aqui, todas correram muitos riscos e fracassaram algumas vezes.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">5.     Em Minas e no Brasil, o que ainda precisamos melhorar no quesito inovação?</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">Somos criativos e isto é importantíssimo. Precisamos de processos, de profissionalismo, de visão de negócios. As escolas brasileiras formam empregados, não empreendedores.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">6.     Qual é a ligação entre inovação e design?</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">Design, antes de tudo, é uma visão de mundo orientada pela inovação. Um designer é orientado a criar novas soluções que sejam factíveis tecnologicamente, viáveis economicamente e desejáveis pelas pessoas. Ou seja, a abordagem de design (o Design Thinking) consegue conciliar aspectos técnicos, financeiros e emocionais para produzir valor para a sociedade.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">7.     Você também atua com o Design Thinking (em Português, o Design de Pensamento, numa tradução literal). Na apresentação do seu site, diz que à medida que nos afastando da Era Industrial, novas demandas foram criadas para os designers. Com isso surgiu o Design de Serviços e o Design da Gestão. Que conceitos são estes, tendo em vista que design, a princípio, está ligado a ideia de projetos, de formatos de objetos e marcas?</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">Com a crise financeira de 2008, escolas de negócios conceituadas e grandes empresas tiveram de reconhecer que seu modelo de pensamento industrial não produz mais os resultados esperados. Elas perceberam que a complexidade contemporânea exige uma forma de pensar mais próxima do que era praticado durante o Renascimento, quando razão e emoção, matemática e poesia, tinham os mesmos pesos na formação das pessoas. As Escolas de Design oferecem uma formação mais próxima deste ideal. Desde então, o interesse pelo mindset de design tem aumentado. Empresas como Procter&amp;Gamble, Positivo, Isvor Fiat são cases de sucesso. O Design de Serviços é aplicação das metodologias de design na inovação em serviços. Já o Design de Gestão ou de Negócios é o uso do mindset para inovar em Gestão e também para gerar novos negócios orientados pelos desejos das pessoas, não pela capacidade ou competência produtiva das empresas.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">8.     Como estão as pesquisas científicas ligadas a esses novos conceitos de designer?</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">Há muitos livros disponíveis em inglês. Poucos em português. Há mais cases de sucessos documentados do que dissertações de mestrado ou doutorado, como era de se esperar. Uma boa fonte é o site do DMI<a style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" href="http://www.dmi.org/dmi/html/index.htm" target="_blank">http://www.dmi.org/dmi/html/index.htm</a> e o SDN<a style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" href="http://www.service-design-network.org/" target="_blank">http://www.service-design-network.org/</a>, além do site da IDEO <a style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" href="http://www.ideo.com/" target="_blank">WWW.ideo.com</a> e do Roger Martin<a style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;" href="http://rogerlmartin.com/" target="_blank">http://rogerlmartin.com/</a></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><span style="outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; margin: 0px; border: 0px initial initial;">9.     Você é uma profissional de mercado, mas também atua na área acadêmica. Como inserir conhecimentos teóricos no mundo dos negócios. Como fazer isso? É um desafio?</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">Na verdade, o mercado está carente de fundamentação teórica, desde que esta seja traduzida para seus objetivos e gere resultados.  Acho que este é o segredo do meu trabalho: fazer esta ponte entre o pensamento e a prática. Quem consegue fazer isso tem trabalho garantido.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">http://fapemig.wordpress.com/2011/11/15/inovacao-vai-alem-da-tecnologia/</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; outline-width: 0px; outline-style: initial; outline-color: initial; vertical-align: baseline; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
]]></content:encoded>
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		<title>Você tem fome de que? Design Thinking &amp; Pão de queijo</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Mar 2011 03:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eler</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Denise Eler]]></category>
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		<description><![CDATA[
Meus queridos!
Estou planejando uma série de palestras, cursos e workshop relacionados ao Design Thinking para BH. O público pretendido eh amplo mas com algo em comum: o interesse em inovação. Neste momento, estou articulando os stakeholders para assumir este desafio comigo. Está na hora de fazer &#8220;as coisas&#8221; acontecerem e parar de &#8220;comer quieto&#8221;. Enquanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="" src="http://www.receitinhas.com.br/fotosreceitas/pao-de-queijo-da-mih.gif" class="alignnone" width="350" height="325" /></p>
<p><strong>Meus queridos!</strong></p>
<p>Estou planejando uma série de palestras, cursos e workshop relacionados ao Design Thinking para BH. O público pretendido eh amplo mas com algo em comum: o interesse em inovação. Neste momento, estou articulando os stakeholders para assumir este desafio comigo. Está na hora de fazer &#8220;as coisas&#8221; acontecerem e parar de &#8220;comer quieto&#8221;. Enquanto isso, se vc tem interesse em participar como agente ou como publico, por favor, manifeste-se e divulgue a notícia. Em breve, mais detalhes.</p>
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		<title>JAM BH – Design Services Movement &#8211; Todos os projetos</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Mar 2011 03:32:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[1263 pessoas envolvidas mundo afora criaram 203 novos serviços em  48 horas, inspirados pelo tema SUPER HERÓIS. Isto acontece quando pessoas automotivadas encontram o design thinking. Muitos outros encontros virão e sugiro que um deles seja exclusivo para propor soluções para BH. Vocês topam? Design Thinking na Gestão Pública  
Todos os projetos podem ser acessado aqui e vale [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1263 pessoas envolvidas mundo afora criaram 203 novos serviços em  48 horas, inspirados pelo tema SUPER HERÓIS. Isto acontece quando pessoas automotivadas encontram o design thinking. Muitos outros encontros virão e sugiro que um deles seja exclusivo para propor soluções para BH. Vocês topam? Design Thinking na Gestão Pública <img src='http://www.eler.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Todos os projetos podem ser acessado<a href="http://planet.globalservicejam.org/projects"> aqui</a> e vale a pena ver o JUST GO!</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/21019860" width="400" height="225" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/21019860">Global Service Jam 2011 | JustGo!</a> from <a href="http://vimeo.com/user6297003">5copos</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>JAM BH &#8211; Design Services Movement</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 00:52:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Com muito orgulho, apresento uma das tres propostas de servico desenvolvida durante o Global Service Jam em BH.
Enjoy it!

CoolWay from Coolway on Vimeo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com muito orgulho, apresento uma das tres propostas de servico desenvolvida durante o Global Service Jam em BH.</p>
<p>Enjoy it!</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/20996031" width="400" height="300" frameborder="0"></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/20996031">CoolWay</a> from <a href="http://vimeo.com/user6290907">Coolway</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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		<title>Por que as coisas acontecem?</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Mar 2011 20:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eler</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pessoas,
Por que&#8221; as coisas não acontecem&#8221; em BH? Por que as coisas são movidas por pessoas, não é? Então, um grupo de pessoas resolveu fazer as coisas acontecerem e isso é apenas uma bolinha de gelo descendo a ladeira. Se vc tem atitude, conhecimento e tá afim de FAZER ACONTECER, tá na hora de por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoas,</p>
<p>Por que&#8221; as coisas não acontecem&#8221; em BH? Por que as coisas são movidas por pessoas, não é? Então, um grupo de pessoas resolveu fazer as coisas acontecerem e isso é apenas uma bolinha de gelo descendo a ladeira. Se vc tem atitude, conhecimento e tá afim de FAZER ACONTECER, tá na hora de por as maos na massa. A proposta do Global Service Jam é dar um gás nesta area emergente chamada DESIGN DE SERVIÇOS. Um gás global com ações locais.</p>
<p>O evento não tem fins lucrativos. É por paixão e vontade de encontrar pessoas como nós. E pela vocação da rede.</p>
<p>Mas as inscrições são limitadas a 20 pessoas. E já está quase no fim. Precisamos de times multidisciplinares. Design de serviços envolve todo tipo de profissional. O que realmente importa é ter a mente aberta, a visão empreendedora, a vontade de compartilhar e aprender. Ah!  A metodologia também faz toda a diferença! Mas isso vc vai aprender lá mesmo, on the fly!  São 48 de non-stop innovation.</p>
<p>LOCAL:<a href="http://www.thecaffe.com.br/index2.asp"> THÉ CAFÉ </a>18:00 SEXTA 11/03/11</p>
<p>DEADLINE: 13/03/11  DOMINGO, 15:00  &#8211;&gt; Todas as propostas de serviços serão postadas em vídeos no site do evento: vitrine global.</p>
<p>Inscrições na <a href="http://coolhow.com.br/?p=41">CoolHow</a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.eler.com.br/wp-content/uploads/2011/03/jam2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-618" title="GLOBAL SERVICE JAM" src="http://www.eler.com.br/wp-content/uploads/2011/03/jam2.jpg" alt="" width="567" height="375" /></a><a href="http://www.globalservicejam.org/locations"></a></p>
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		<title>DESIGN DE SERVICOS &#8211; DESAFIO PARA BH</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 23:41:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Denise Eler]]></category>
		<category><![CDATA[Design Estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Design Thinking]]></category>
		<category><![CDATA[Design de Serviços]]></category>

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		<description><![CDATA[
PESSOAS! Esta eh uma otima oportunidade para aumentar seu network e ainda experimentar o Design Thiking de uma forma muito especial.
No dia 11 de Março de 2011, pessoas interessadas em serviços e experiência do consumidor se encontrarão em vários lugares ao redor do mundo. Serão designers, estudantes, pesquisadores, executivos, empreendedores e consumidores. Em um só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="jam" src="http://www.eler.com.br/wp-content/uploads/2011/03/jam.png" alt="" width="182" height="100" /></p>
<p><strong>PESSOAS!</strong> Esta eh uma otima oportunidade para aumentar seu network e ainda experimentar o Design Thiking de uma forma muito especial.</p>
<p>No <strong>dia 11 de Março de 2011,</strong> pessoas interessadas em serviços e experiência do consumidor se encontrarão em vários lugares ao redor do mundo. Serão designers, estudantes, pesquisadores, executivos, empreendedores e consumidores. Em um só espírito de experimentação, inovação, cooperação e competição saudável, os times terão menos de 48 horas para desenvolver e prototipar serviços completamente novos inspirados por um tema a ser compartilhado. Ao terminar o final de semana, a coleção de novos serviços será publicada para o mundo.</p>
<p><a href="http://www.coolhow.com.br/jam">Fazer inscrição</a></p>
<p><strong>INFORMAÇÕES</strong></p>
<p>Data: de 11 a 13 de Março [sex, sab e dom]</p>
<p>Valor da inscrição: R$30,00</p>
<p>A inscrição eh apenas um valor simbolico ( vugo mixaria) e<a href="http://www.eler.com.br/wp-content/uploads/2011/03/jam.png"></a> dá direito a:<br />
&gt; Participação do evento;<br />
&gt; Mini palestras com professores e profissionais;<br />
&gt; Coffeebreaks.</p>
<p><a href="http://www.coolhow.com.br/jam/">Fazer inscrição</a></p>
<p>Realizacao em BH: <a href="http://coolhow.com.br/?page_id=2">CoolHow</a> e Design, o verbo</p>
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		<title>Muito Design Thinking para poucos design thinkers</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Feb 2011 01:43:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Design Thinking]]></category>

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		<description><![CDATA[
Durante os últimos dois anos tenho me revesado entre a academia e a consultoria de empresas, em especial o Isvor (o que significa atender a todas as empresas do Grupo Fiat). Antes eu usava a metáfora da polinização cruzada para descrever meu trabalho, mas meu amigo Marcos me deu uma imagem muito mais visceral e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="null"><img class="alignnone" src="http://www.portalmidia.net/wp-content/uploads/sangue.jpg" alt="" width="486" height="300" /></a></p>
<p>Durante os últimos dois anos tenho me revesado entre a academia e a consultoria de empresas, em especial o <a href="http://www.isvor.com.br">Isvor</a> (o que significa atender a todas as empresas do Grupo Fiat). Antes eu usava a metáfora da polinização cruzada para descrever meu trabalho, mas meu amigo Marcos me deu uma imagem muito mais visceral e apropriada: a transfusão sanguínea.</p>
<p>A cada palestra cresce o número de pessoas interessadas no assunto e os convites se multiplicam para falar para públicos cada vez mais distintos. Engenheiros, profissionais de RH, gestores e diretores, não há resistência quando falo de como o DT pode ser um driver para qualquer programa de inovação. O que me chama a atenção e me deixa chateada (confesso) é o descaso dos designers, por incrível que pareça.  Mas o fenômeno não é brasileiro.</p>
<p>Vários Fóruns estrangeiros já discutiram o desconforto que o termo causa em alguns grupos de designers. Discute-se também se o DT vai se estabelecer como uma disciplina dos cursos de administração e economia; se será incluída nos cursos de Graduação em Design na forma de Design de Negócios e Design de Serviços, ou se será mais uma opção de Pós-Graduação. Pelo movimento das coisas, parece que a primeira opção está mais próxima da realidade. Mesmo porque, não faz sentido um Curso de Graduação oferecer DT como disciplina se este é o próprio modo de pensar dos designers (ou não é?). O que quero dizer é que os Cursos de Graduação parecem ser os últimos a entender o que está acontecendo.</p>
<p>Hoje ministro disciplinas de DT em dois cursos de Especialização: Design de Interação (onde a metodologia do design centrado no usuário impera e é questionada por mim) e Gestão de Marcas (onde abordo a relação DT, Branding e Inovação). Na graduação, por enquanto, abordo Design de Serviços e Design de Negócios de forma leve nas disciplinas que ministro. E os designers mais novos tem se mostrado muito mais receptivos ao assunto.</p>
<p>Minha explicação para o fato: DT, seja aplicado a Serviços ou Estratégias Corporativas exige o desenvolvimento de competências que não sao inerentes ao designers. Há 12  anos insisto para que meus alunos não limitem suas leituras a livros de design e catálogos de Bienais. É preciso ter gosto pela economia e pela gestão.  É preciso VOCAÇÃO para trabalhar no campo das estratégias de negócio, não apenas vontade. Depois da vocação, vem a formação das competências. Designers seniors transitam para o DT com facilidade porque há anos desenvolveram um tipo de relacionamento com seus clientes que vai além do design operacional. Estes designers são chamados quando há um mal sintoma no negócio do cliente, não um briefing. <strong>Você sabe que ser tornou um parceiro estratégico quando é convidado para co-criar o briefing.</strong></p>
<p>Eu amei um artigo (nao encontro o link, mas um post que comenta o artigo está <a href="http://www.jtben.com/document/196768">aqui</a>) do <a href="http://www.dmi.org/dmi/html/conference/europe10/sp_mulgan.htm">Geoff Mulgan</a> no DMI, em que ele afirma que os designers estão assumindo compromissos sem a devida competência para lidar com os problemas que estão fora de sua esfera tradicional de atuação. Foi um balde de água fria na platéia entusiasta do DT.  É preciso ir com calma, responsabilidade e consistência. O Design Thinking não é uma moda. Precisamos de uma filial do DMI no Brasil ou criarmos uma instituição que nos ajude a catalisar a compreensão do DT por aqui. Algo que atenda a realidade dos consultores de negócios, e não de agência de design, como já existe.</p>
<p>No mais, sigo com minhas transfusões diárias.</p>
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		<title>Sobre anomalias, erros e inovação &#8211; Design Thinking para Gestores</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Dec 2010 04:53:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Denise Eler]]></category>
		<category><![CDATA[Design Estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Design Thinking]]></category>
		<category><![CDATA[gestores]]></category>

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		<description><![CDATA[Do ponto de vista econômico, a última década será lembrada pela crise de 2008-2009. Para Michel Chossudovsky e Andrew Marshall, autores de The Global Economic Crisis. The Great Depression of the XXI Century, a própria constituição dos cursos de Economia contribuíram em muito para que o problema surgisse e tomasse proporções alarmantes.  Ao ignorar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do ponto de vista econômico, a última década será lembrada pela crise de 2008-2009. Para Michel Chossudovsky e Andrew Marshall, autores de <em>The Global Economic Crisis. The Great Depression of the XXI Century</em>, a própria constituição dos cursos de Economia contribuíram em muito para que o problema surgisse e tomasse proporções alarmantes.  Ao ignorar a estrutura politica e institucional que rege o mercado global, a teoria cientifica ensinada nas universidades de Economia tornou-se um mero instrumento de manutencao do sistema vigente. Desde que Adam Smith estabeleceu as Ciências Econômicas como disciplina isolada, em 1776, práticas humanas, como manipulação do mercado e corrupção, são consideradas anomalias do sistema, cujo interesse de análise cabe à sociologia ou à ciência política.</p>
<blockquote><p>Segundo os autores:<em> “Construções teóricas centradas em modelos matemáticos servem para representar um mundo abstrato e ficcional no qual os indivíduos são iguais. Não há distinção teórica entre trabalhadores, consumidores ou corporações, todos eles referidos como ‘atores individuais’. Nenhum indivíduo isolado tem o poder ou a capacidade para influenciar o mercado; nem pode haver qualquer conflito entre trabalhadores e capitalistas dentro deste mundo abstrato”.</em></p></blockquote>
<p>A ênfase no pensamento analítico na Modernindade foi uma reação ao obscurantismo da Idade Média, com força igual, mas contrária ao modelo de pensamento dominante na época. Porém, os extremos costumam se tocar.  Que a racionalizacao, enquanto modelo filosófico, trouxe benefícios e avanços cientifícos e tecnológicos sem precedentes não há como discordar;  porém, ironicamente, este sistema resultou em pelo menos três fenômenos:  a comoditizacao dos produtos industriais, a busca pessoal por significado, e o reconhecimento de que o modelo de desenvolvimento atual é insustentável. Conciliar crescimento econômico, desenvolvimento social e preservação dos recursos naturais é o maior desafio desta geração, mas, infelizmente, problemas de tal complexidade não são resolvíveis por abstrações matemáticas.</p>
<p><strong>Questao de logica</strong></p>
<p>Passado o pior momento da crise, as escolas de negócios começaram a questionar seus MBAs. Afinal, se o pensamento puramente analítico não é capaz de lidar com problemas transdiciplinares e mal definidos, como os próximos líderes poderão agir de forma estratégica nas organizações e evitar um novo colapso financeiro? A solução foi aceitar que a natureza dos problemas de nossa era exige uma mente ambidestra, capaz de avaliar uma situação sob diversos aspectos. Escolas como Rotman, em Toronto, e Harvard, em Boston, incluiram disciplinas de design em seus curriculos. Dos novos executivos espera-se que aprendam a encarar a complexidade inerente dos sistemas e que sejam capazes de propor novos modelos de negócios.  Ao evitar encaixar um problema em um modelo conhecido, os alunos são desafiados a desenvolver a imaginação. Para tanto, não basta aprender cálculo e estudar soluções clássicas das escolas de Economia e de Administracao. É preciso exercitar a capacidade de gerar hipóteses, processo conhecido também por pensamento abdutivo.</p>
<p>Embora as pessoas estejam familiarizadas com os termos indução e dedução, abdução parece algo alienígena. As lógicas dedutiva e indutiva procuram compreender o mundo e gerar conhecimento  encaixando singularidades em generalizações ou partindo de generalizações para apontar singularidades. Por outro lado, a lógica abdutiva busca explicações para o singular, para os fatos surpreendentes que não se encaixam em modelos teóricos conhecidos. Por esta razao, Charles Pierce, pai da Semiótica, considera esta lógica mais importante que as demais. E pelo mesmo motivo, Einstein disse que a imaginação é mais importante que o conhecimento, considerando que o conhecimento tem limites, mas imaginação força a evolução. Tomar decisões baseando-se em dados puramente quantitativos e tendências de mercado tem se tornado uma prática cada vez mais perigosa à medida que os cenários mudam antes mesmo de serem compreendidos. Se aceitarmos que as anomalias são a nova normalidade, será fácil entender o interesse crescente das empresas pela forma de pensar dos <em>designers</em>. Enquanto a lógica abdutiva é estranha às escolas de negócios, para os <em>designers</em> ela é licença para criar o futuro.</p>
<p><strong>Design, o verbo</strong></p>
<p>D<em>esign</em> significa projetar, realizar uma intenção seguindo uma metodologia. O ser humano é, então, <em>designer</em> por natureza, mas anos submersos em uma cultura predominantemente racionalista atrofiou a capacidade imaginativa das pessoas, especialmente no ambiente de trabalho. Embora os resultados tangíveis do pensamento de <em>design </em>façam parte do cotidiano contemporâneo, somente agora suas metodologias começaram a atrair o interesse do mundo corporativo. Especialmente a partir do Fórum Econômico Mundial de 2006, o pensamento de <em>design </em>passou a ser discutido regularmente nas principais publicações globais de negócios e de economia, inspirou diversos livros e tem sido tema de importantes eventos por todo o mundo.</p>
<p>Percebeu-se que as empresas mais lucrativas e inovadoras de nossa época estão administrando seus negócios como <em>designers</em>. Este fenômeno elevou o “<em>design thinking</em>” ensinado nas escolas de <em>design</em> e praticado no mercado de trabalho ao <em>status</em> de <em>Design Thinking</em> – uma abordagem de solução de problemas orientada à INOVAÇÃO. Se antes os problemas de <em>design</em> limitavam-se às áreas de comunicação visual, produto, arquitetura e ambientes, hoje consultores de <em>design</em> estão inseridos no corpo diretivo de grandes organizações públicas e privadas, com o objetivo de incorporar a cultura de <em>design</em> no dna corporativo.</p>
<p>Empresas como Apple, Phillips e Procter&amp;Gamble entendem <em>design </em>como uma abordagem para solução de problemas, que pode tanto resultar em um novo produto, quanto em um serviço, um sistema, uma estratégia ou um modelo de negócios. Elas descobriram que pensar como <em>design </em>significa ter um percepção sistêmica dos problemas e criar estratégias próprias para atingir os resultados.</p>
<p><em>Design Thinking</em> é, antes de tudo, uma forma de ver o mundo, um <em>mindset</em>. Como foi dito, fomos moldados desde criancas a resolver problemas aplicando modelos de raciocinio. Seja nas aulas de matemática, física ou literatura, a regra comum era encontrar a resposta certa , resolver o <em>X</em>.  Analisar situações e formular um problema nunca fez parte da rotina escolar. Por outro lado, quantas vezes na rotina corporativa o problema está perfeitamente identificado a espera de uma fórmula pronta para garantir um resultado de negócio excepcional? A Índia ja nos ensinou que para todo problema perfeitamente identificado, cuja solução é uma fórmula conhecida, existe um programa de computador para resolvê-lo. Inclusive de forma mais rápida e mais barata que qualquer mortal. Este é o princípio da Era Conceitual: a única tarefa que uma máquina ainda não faz tão bem quanto os humanos é resolver problemas mal estruturados, complexos e controversos. Não só as escolas primárias, mas também as universidades e os MBA’s tratam os problemas como algo dado. Aos alunos cabe a tarefa de escolher o melhor modelo de solução e aplicá-lo.</p>
<p>Desta forma, cria-se um hiato entre teoria e prática. Não é de se estranhar a quantidade de empresas vendendo “soluções”, enquanto a principal demanda dos clientes é pela identificação de seus verdadeiros problemas. Obviamente, existe uma razão para gostarmos tanto de soluções prontas para o consumo: elas foram testadas e comprovadas pela concorrência. Copiar um modelo de negócio ou criar um novo? Seguir a referência ou ser a referência? Melhorar um produto ou encorajar a disrupção? A intenção determina os métodos para alcançar os resultados. O que acontece quando importantes fontes de informação estão gratuitamente disponíveis na internet, a manufatura está concentrada na Ásia e os principais <em>players</em> do mercado compartilham o mesmo padrão tecnológico?</p>
<p><em>Benchmarking</em>, qualidade, melhores práticas e melhoria contínua compõem o <em>kit commodity</em> da atualidade. Muitas empresas estão satisfeitas com seu <em>market share</em>, independentemente se este foi conquistado por uma ideia inovadora ou pela aplicação das melhores práticas da concorrência.  O único real problema com os modelos é que eles são perecíveis e sua data de validade é incerta.</p>
<p><strong>Adotamos o Design Thinking, e agora?</strong></p>
<p>Quando uma empresa resolve adotar o <em>Design Thinking</em> como vetor de INOVAÇÃO, isso significa buscar o equilíbrio entre razão e emoção, números e percepções, inovação e administração. Porque embora a ênfase atual seja no pensamento abdutivo, o ideal é pensar de forma integrada. Dividir para entender, “ir por partes”, quantificar para tomar decisões (“o que não pode ser quantificado não pode ser avaliado…”), atribuir rótulos são práticas que refletem uma visão mecanicista do mundo. Mais do que encarar a complexidade, os bons <em>designers</em> muitas vezes têm de <em>complexificar</em> demandas simplicistas para entender o problema e propor a solução mais promissora. Mesmo que o <em>briefing</em> inicial pareça completo, o <em>designer</em> vai insistir em conhecer possíveis usuários do serviço ou produto em seu contexto de uso, pesquisar em outras fontes, trocar ideias com colegas e esmiuçar os pontos críticos com o cliente. Esta fase de coleta de informações é bastante caótica, porque o <em>designer</em> ainda está tentando estruturar o problema sem descartar nenhuma variável que julgue importante. O <em>designer</em> é um especialista em <em>problem-finding</em> e <em>problem-framing</em>, por isso grandes empresas têm inserido estes profissionais em suas equipes para ajudarem a descobrir “oportunidades de INOVAÇÃO” (leia-se “problemas”, no dicionário de <em>design</em>). Em paralelo, governos de diversos países, como Dinamarca, Reino Unido e Índia criaram políticas nacionais de <em>design</em> para guiar a inovação na esfera pública e privada.</p>
<p>Uma vez que o futuro pode ser imaginado e, portanto, criado, <em>designers</em> sentem-se livres para propor e testar mais de uma solução para um problema, pois nao existe apenas uma solução certa para problemas qualitativos. Isto significa que, ao adotar o <em>Design Thinking</em>, as empresas têm de aprender a reinterpretar a palavra “erro”. O que em outras áreas é tido como falha, para o <em>designer</em> é a descoberta de uma opção a menos. É comum que um erro seja considerado perda de tempo e recursos, mas para os <em>designers</em>, cada tentativa frustada é um movimento ao encontro da solução correta. O erro é uma ferramenta para redução da incerteza. Nao se deve tolerar a inércia, tampouco a cópia. Mas cada erro é uma oportunidade para adquirir um novo conhecimento. Empresas perdem muito tempo e energia inibindo as pessoas de ousarem. Reuniões para compartilhar o conhecimento adquirido com o erro deveriam ser tão comuns quanto a celebração do sucesso.<strong> </strong><strong>A intolerância ao erro mina as chances de inovacao.</strong></p>
<p>Obviamente, uma empresa que erra mais do que acerta está fadada ao fracasso. Porém, <em>designers</em> conseguem diminuir os riscos de um produto ou serviço no mercado por meio da prototipagem em todos os pontos críticos de um projeto. O objetivo da prototipagem é descartar as propostas mais fracas o mais rápido possível, por meio da coleta e da análise dos <em>feedbacks</em>. Tão importante quanto aceitar que algumas coisas são realmente complexas, é evitar tornar complexo o que poderia ser muito simples. Muitas vezes, as reuniões de negócios não rendem porque as pessoas perdem muito tempo descrevendo suas idéias ou processos. Imagens bi ou tridimensionais catalisam a tomada de decisões. Há inúmeros métodos de visualização: desenhos, encenações, <em>storyboards</em>, fluxogramas, maquetes, simulações em realidade virtual etc.. A prática da prototipação facilita a comunicação entre os profissionais envolvidos em um projeto. As pessoas se sentem mais seguras para dar suas opiniões e suposições podem ser comprovadas ou não sem grandes custos. Os <em>feedbacks</em> são então usados para aperfeiçoar as soluções promissoras e eliminar as insatisfatórias. Tudo pode ser perfeitamente protipado: um serviço, um sistema, um produto, um código ou modelo de negócios.</p>
<p><strong>Inovações conceituais</strong></p>
<p>A Apple é a principal referência em inovação nos últimos 30 anos. Sergio Marchionne, CEO  do Grupo Fiat,  costuma citar a empresa de Steve Jobs como inspiração para a indústria automobilística. A Apple, no entanto, não inventou o computador pessoal, nem a interface gráfica, nem o <em>mouse,</em> nem a interface <em>touchscreen,</em> tampouco o MP3 player. Como uma empresa pode ser INOVADORA sem ser, necessariamente, inventiva?  Embora todos os produtos citados acima possam ser considerados inovações tecnológicas, Steve Jobs foi capaz de criar novos modelos de negócios em torno deles. Como um bom <em>design thinker</em>, o CEO da Apple sabe que inovações conceituais são tão ou mais importantes que inovações tecnológicas. O IPad é uma prova disso. Quando Steve Jobs lançou o IPad, os criticos foram cruéis em analisar o artefato em si. Chegaram a comparar o produto a uma pedra, com a vantagem de que, se a pedra quebrasse você ganharia várias pedrinhas. Tecnologicamente, o Ipad não tem nenhuma novidade e nem mesmo oferece os recursos que são comuns a outros <em>gadgets</em>: câmera fotográfica, entradas USB e suporte a arquivos Flash. No entanto, já são mais de três milhões de unidades vendidas. Onde muitos enxergaram um notebook limitado, um Iphone gigante sem telepone, ou uma pedra, Jobs vislumbrou uma nova plataforma para aplicativos baseados na experiência de tatilidade em uma grande interface. Este é um exemplo de inovação pelo conceito. Quem poderia afirmar que o IPad seria uma inovação antes que as pessoas os comprassem, os indicassem, os amassem e os elegessem <em>must-have gadgets</em>? Os produtos da Apple são inovadores porque têm um senso sistêmico, são plataformas de interação ao invés de produtos orientados a executar meras tarefas previstas. Os usuários de um produto Apple são também co-criadores do produto, na medida em podem customizá-lo e preenchê-lo com toda sorte de aplicativos. Os números são expressivos: mais de 200 mil aplicativos disponíveis somente para o Iphone, mais de 3 bilhões de aplicativos baixados na Apple Store (em apenas 18 meses) e o sexto lugar para a Apple no ranking das marcas mais valiosas. Enquanto a concorrência continua produzindo celulares e tocadores de música, a Apple transformou estes produtos em mídias. E mesmo que os demais tentem seguir seus passos, o padrão está estabelecido. Todos querem criar aplicativos para esta marca. Ela estabeleu um novo modelo de negócios.</p>
<p>Quando um produto é pensado como parte de uma experiência completa para seus usuários, o foco deixa de ser o objeto em si, para dar lugar ao conceito de plataforma. Quando serviços são submetidos ao <em>Design Thinking</em>, todos os <em>stakeholders </em>do sistema são identificados e considerados no processo: suas entregas, suas condições de trabalho, suas relações diretas e indiretas com os usuários. A experiência de uso de um serviço é uma narrativa desenvolvendo-se no tempo e no espaço. Pensar de forma sistêmica tanto um produto quanto um serviço significa projetar narrativas. E tudo começa com o conceito da experiência. Que tipo de experiência um dado produto ou serviço deve propiciar aos seus usuários? Qual a resultante emocional desejada? No fim das contas, é tudo uma questão de criar percepções positivas e memoráveis.</p>
<p><em>Designers</em> não criam tecnologias. <em>Designers</em> criam conceitos. E o que são conceitos? São interpretações. São formas de ver o mundo. Quando a Fiat lançou o novo UNO, estava bem claro que a empresa estava propondo um novo conceito de carro. As pessoas olham para o carro de uma forma diferente e positiva, como foi previsto. Embora haja inovação tecnológica neste produto, o que determina a decisão de compra é a identificação com o conceito do carro, a autoimagem correspondida. A decisão de compra nao é, definitivamente, um problema quantitativo.</p>
<p>Inovar em tecnologia requer anos de pesquisa e desenvolvimento, às vezes décadas. Tem a ver com abstrações e máquinas. Mas inovar em conceito requer empatia, cultura e <em>feeling.</em> Tem a ver com pessoas reais. Um diretor ou gestor que passa mais tempo analisando planilhas do que interagindo com pessoas ainda não está entendendo seu trabalho. Enquanto a maioria está correndo atrás da resposta mais rápida, alguns poucos estão co-criando a melhor resposta. Estes já estão pensando como <em>designers</em>.</p>
<p>&#8230;.</p>
<p>Este artigo foi publicado originalmente na Revista do Isvor Fiat.</p>
<p>Permitida reproducao desde que as fontes sejam citadas.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Pilares do Design Thinking &#8211;  Empatia</title>
		<link>http://www.eler.com.br/index.php/pilares-do-design-thinking-parte-1-empatia/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 03:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[Design Thinking]]></category>
		<category><![CDATA[Metodologia]]></category>
		<category><![CDATA[VIDEOS]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>

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		<description><![CDATA[O pensamento de design esta sustentado por 3 grandes pilares.
Vamos comecar pelo mais dificil de explicar: Empatia.Muita gente pensa que ser empatico significa tratar o outro da forma como gostariamos de sermos tratados. Na verdade, significa tratar o outro da forma como ELE gostaria de ser tratado. Isto pressupoe um esforco muito maior do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pensamento de design esta sustentado por 3 grandes pilares.<br />
Vamos comecar pelo mais dificil de explicar: <strong>Empatia.</strong>Muita gente pensa que ser empatico significa tratar o outro da forma como gostariamos de sermos tratados. Na verdade, significa tratar o outro da forma como ELE gostaria de ser tratado. Isto pressupoe um esforco muito maior do que esta implicito na primeira suposicao.</p>
<p>Muitos designers e outros profissionais de comunicacao reclamam que seus clientes nao entendem suas propostas, assim como os engenheiros e o pessoal da programacao (&#8220;os cabeca-quadradas&#8221;) nao entendem nada de design, e, portanto, nao cooperam com o trabalho.</p>
<p>Pois bem, o primeiro passo para introduzir o pensamento de design em esferas mais estrategicas do negocio eh utilizar a empatia com os demais envolvidos no processo decisorio. Como pensa um engenheiro e por que ele pensa de tal forma? Por que o pessoal de financas so pensa em numeros? Por que o pessoal de Recursos Humanos age de tal forma?</p>
<p>Isto nao eh ensinado nas Escolas de Design. Leva tempo e esforco para ser aprendido.</p>
<p>O primeiro video abaixo vai alem nesta questao.<br />
O segundo eh uma licao da India para o mundo ocidental. Brilhante!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="320" height="185" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/l7AWnfFRc7g?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="185" src="http://www.youtube.com/v/l7AWnfFRc7g?fs=1&amp;hl=en_US" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="446" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/DevduttPattanaik_2009I-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/DevduttPattanaik_2009I.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=686&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=devdutt_pattanaik;year=2009;theme=a_taste_of_tedindia;theme=unconventional_explanations;theme=not_business_as_usual;theme=is_there_a_god;event=TEDIndia+2009;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" wmode="transparent" bgcolor="#ffffff" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/DevduttPattanaik_2009I-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/DevduttPattanaik_2009I.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=686&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=devdutt_pattanaik;year=2009;theme=a_taste_of_tedindia;theme=unconventional_explanations;theme=not_business_as_usual;theme=is_there_a_god;event=TEDIndia+2009;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;"></embed></object></p>
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		<title>Design Thinking no Grupo Fiat</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jun 2010 22:22:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eler</dc:creator>
				<category><![CDATA[Denise Eler]]></category>
		<category><![CDATA[Design Estratégico]]></category>
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