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	<title>Design Thinking / Design Estratégico [ Design, o verbo ] &#187; David Kelley</title>
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	<description>Denise Eler fala sobre Design Thinking, Sustentabilidade e Inovação</description>
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		<title>Outro &#8220;VUJA DE&#8221; &#8211; Design Thinking para renovar o Ensino</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 11:35:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eler</dc:creator>
				<category><![CDATA[BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[David Kelley]]></category>
		<category><![CDATA[Design Thinking]]></category>
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		<category><![CDATA[Stephen Kanitz]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Ensinar a observar deveria ser a tarefa número 1 da educação.&#8221;  Stephen Kanitz



No post anterior, comentei o pensamento do Kanitz. Pis bem, este aqui é ainda melhor que o outro:
O primeiro passo para aprender a pensar, curiosamente, é aprender a observar. Só que isso, infelizmente, não é ensinado. Hoje nossos alunos são proibidos de observar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Ensinar a observar deveria ser a tarefa número 1 da educação.&#8221; <strong> Stephen Kanitz</strong></strong></p>
<p><strong><strong><br />
</strong></strong></p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.sapdesignguild.org/community/book_people/images/design_thinking_image2.gif" alt="" width="450" height="152" /></p>
<p>No post anterior, comentei o pensamento do Kanitz. Pis bem, este aqui é ainda melhor que o outro:</p>
<blockquote><p>O primeiro passo para aprender a pensar, curiosamente, é aprender a observar. Só que isso, infelizmente, não é ensinado. Hoje nossos alunos são proibidos de observar o mundo, trancafiados que ficam numa sala de aula, estrategicamente colocada bem longe do dia-a-dia e da realidade. Nossas escolas nos obrigam a estudar mais os livros de antigamente do que a realidade que nos cerca. Observar, para muitos professores, significa ler o que os grandes intelectuais do passado observaram – gente como Rousseau, Platão ou Keynes. Só que esses grandes pensadores seriam os primeiros a dizer &#8220;esqueçam tudo o que escrevi&#8221;, se estivessem vivos. Na época não existia internet nem computadores, o mundo era totalmente diferente. Eles ficariam chocados se soubessem que nossos alunos são impedidos de observar o mundo que os cerca e obrigados a ler teoria escrita 200 ou 2.000 anos atrás – o que leva os jovens de hoje a se sentir alienados, confusos e sem respostas coerentes para explicar a realidade.  Não que eu seja contra livros, muito pelo contrário. Sou a favor de observar primeiro, ler depois. Os livros, se forem bons, confirmarão o que você já suspeitava. Ou porão tudo em ordem, de forma esclarecedora. Existem livros antigos maravilhosos, com fatos que não podem ser esquecidos, mas precisam ser dosados com o aprendizado da observação.  <strong>Ensinar a observar deveria ser a tarefa número 1 da educação.</strong> Quase metade das grandes descobertas científicas surgiu não da lógica, do raciocínio ou do uso de teoria, mas da simples observação, auxiliada talvez por novos instrumentos, como o telescópio, o microscópio, o tomógrafo, ou pelo uso de novos algoritmos matemáticos. Se você tem dificuldade de raciocínio, talvez seja porque não aprendeu a observar direito, e seu problema nada tem a ver com sua cabeça.  Ensinar a observar não é fácil. Primeiro você precisa eliminar os preconceitos, ou pré-conceitos, que são a carga de atitudes e visões incorretas que alguns nos ensinam e nos impedem de enxergar o verdadeiro mundo. Há tanta coisa que é escrita hoje simplesmente para defender os interesses do autor ou grupo que dissemina essa idéia, o que é assustador. Se você quer ter uma visão independente, aprenda correndo a observar você mesmo.  Sou formado em contabilidade e administração. A contabilidade me ensinou a observar primeiro e opinar (muito) depois. Ensinou-me o rigor da observação, da necessidade de dados corretamente contabilizados, e também a medir resultados, a recusar achismos e opiniões pessoais. Aprendi ainda estatística e probabilidade, o método científico de chegar a conclusões, e finalmente que nunca teremos certeza de nada. Mas aprendi muito tarde, tudo isso me deveria ter sido ensinado bem antes da faculdade.  <strong>Se eu fosse ministro da Educação, criaria um curso obrigatório de técnicas de observação, quanto mais cedo na escala educacional, melhor. Incentivaria os alunos a estudar menos e a observar mais, e de forma correta. Um curso que apresentasse várias técnicas e treinasse os alunos a observar o mundo de diversas formas.</strong> O curso teria diariamente exercícios de observação, como:</p>
<p>1. Pegue uma cadeira de rodas, vá à escola com ela por uma semana e sinta como é a vida de um deficiente físico no Brasil.</p>
<p>2. Coloque uma venda nos olhos e vivencie o mundo como os cegos o vivenciam.</p>
<p>3. Escolha um vereador qualquer e observe o que ele faz ao longo de uma semana de trabalho. Observe quanto ele ganha por tudo o que faz ou não faz.</p>
<p>Quantas vezes não participamos de uma reunião e alguém diz &#8220;vamos parar de discutir&#8221;, no sentido de pensar e tentar &#8220;ver&#8221; o problema de outro ângulo? Quantas vezes a gente simplesmente não &#8220;enxerga&#8221; a questão? Se você realmente quiser ter idéias novas, ser criativo, ser inovador e ter uma opinião independente, aprimore primeiro os seus sentidos. Você estará no caminho certo para começar a pensar.</p>
<p>Revista Veja, Editora Abril, edição 1865, ano 37, nº 31, 4 de agosto de 2004, página 18</p></blockquote>
<p>Dei uma <a href="http://www.slideshare.net/deniseeler/calando-o-advogado-do-diabo-nos-negcios">palestra</a> na Fiat, sobre as 10 FACES DA INOVAÇÃO, da IDEO. O  livro é muito gostoso de ler.  Kelley divide as 10 personas em 3 grupos, o primeiro corresponde aos APRENDIZES, e inclui: o polinizador,  o experimentador e o antropólogo.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;O antropólogo tem a capacidade de ir a campo e descobrir um problema que estava escondido há anos&#8221;, afirma Kelley. &#8220;O que proponho com isso é o oposto do <strong>déjà vu</strong>. É o <strong>vuja de</strong>, quando, mesmo depois de ter olhado um milhão de vezes para a mesma coisa, conseguimos descobrir algo diferente nela&#8221;.  (revista Época </strong> 11/09/2008)</p></blockquote>
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